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Blog / Terceiros molares (siso) · Atualizado em 22/10/2026

Quando é necessário tirar o dente do siso?

Nem todo dente do siso precisa ser removido. Entenda quais situações podem indicar a extração, quais sinais merecem atenção e por que a avaliação individual é importante.

O que é o dente do siso?

Os dentes do siso, também chamados de terceiros molares, são os últimos dentes da arcada dentária. Geralmente, começam a aparecer no final da adolescência ou no início da vida adulta, embora isso varie de pessoa para pessoa.

Algumas pessoas apresentam os quatro sisos, outras têm apenas alguns e há quem não desenvolva nenhum.

Como esses dentes surgem quando os demais já estão posicionados, nem sempre encontram espaço suficiente para nascer completamente.

Em determinadas situações, o siso permanece parcialmente coberto pela gengiva ou retido dentro do osso. Isso não significa, necessariamente, que ele precise ser removido.

A decisão depende de fatores como posição do dente, condições de higiene, presença de alterações clínicas e radiográficas e saúde bucal geral.

Quando a extração do siso pode ser indicada?

Existem situações em que a remoção do terceiro molar pode ser considerada para tratar um problema existente ou evitar a progressão de determinadas alterações.

Entre as principais indicações estão:

  • Infecções recorrentes: episódios de inflamação e infecção dos tecidos ao redor de um siso parcialmente erupcionado.
  • Cáries extensas: lesões que comprometem o próprio siso ou dificultam a preservação do dente.
  • Comprometimento do dente vizinho: quando a posição do terceiro molar favorece cáries, alterações periodontais ou reabsorção da raiz do segundo molar.
  • Alterações patológicas: presença de cistos ou outras lesões associadas ao dente.
  • Dificuldade persistente de higienização: especialmente quando acompanhada de problemas clínicos que não podem ser adequadamente controlados.
  • Necessidades específicas de tratamento: situações em que a remoção faz parte de um planejamento odontológico individualizado.

A presença de um siso inclinado ou sem espaço suficiente não determina, isoladamente, a necessidade de cirurgia.

Por isso, a indicação deve considerar os benefícios esperados, os riscos do procedimento e as alternativas disponíveis.

Siso incluso precisa ser removido?

Um siso incluso é aquele que não conseguiu erupcionar completamente, permanecendo parcial ou totalmente retido no osso ou nos tecidos ao redor.

Essa condição pode acontecer por falta de espaço, posição desfavorável ou outros fatores relacionados ao desenvolvimento dentário.

Entretanto, um dente incluso não representa obrigatoriamente um problema de saúde.

Quando não existem sintomas, alterações patológicas ou sinais de comprometimento dos dentes vizinhos, o acompanhamento clínico e radiográfico pode ser uma alternativa.

Em outros casos, a posição do siso pode favorecer o surgimento de alterações que justificam considerar sua remoção.

O importante é compreender que não existe uma recomendação única para todas as pessoas.

Quais sintomas merecem atenção?

Algumas manifestações podem indicar que existe um problema relacionado ao terceiro molar.

Entre elas estão:

  • Dor persistente na região posterior da mandíbula ou da maxila.
  • Gengiva avermelhada, inchada ou sensível ao redor do siso.
  • Episódios recorrentes de inflamação.
  • Dificuldade para abrir a boca.
  • Desconforto durante a mastigação.
  • Mau gosto na boca ou secreção na região do dente.

Uma das condições associadas a esses sintomas é a pericoronarite, inflamação dos tecidos que recobrem parcialmente a coroa de um dente em erupção.

Ela ocorre com maior frequência em terceiros molares inferiores parcialmente erupcionados, especialmente quando existe dificuldade de higienização.

É importante destacar que nem toda dor na região posterior da boca tem origem no siso. Outros problemas odontológicos e musculares podem provocar sintomas semelhantes.

Por isso, identificar a causa do desconforto é fundamental antes de definir qualquer tratamento.

Como é feita a avaliação antes da extração?

A avaliação começa com uma conversa sobre os sintomas, o histórico de saúde e as condições bucais.

Em seguida, o cirurgião realiza o exame clínico, observando a posição do dente, os tecidos ao redor e as condições de higiene.

Exames de imagem, como a radiografia panorâmica, podem ajudar a identificar a posição dos terceiros molares, o desenvolvimento das raízes e a relação com estruturas anatômicas importantes.

Em situações específicas, a tomografia computadorizada pode fornecer informações adicionais para o planejamento cirúrgico.

Nos sisos inferiores, uma das estruturas avaliadas é o nervo alveolar inferior, responsável pela sensibilidade de parte dos dentes inferiores, do lábio inferior e do queixo.

A proximidade entre as raízes e esse nervo pode influenciar a escolha da técnica cirúrgica e a discussão dos riscos envolvidos.

O planejamento individualizado permite avaliar não apenas a possibilidade de remover o dente, mas também se a cirurgia é realmente necessária naquele momento.

É possível manter o siso e apenas acompanhar?

Sim. Quando o terceiro molar está saudável, não apresenta alterações relevantes e pode ser adequadamente acompanhado, sua manutenção pode ser considerada.

O acompanhamento permite observar possíveis mudanças ao longo do tempo e identificar problemas que eventualmente surjam.

Isso é especialmente importante porque a ausência de dor não significa, necessariamente, ausência de alterações.

A decisão entre manter ou remover o siso deve ser compartilhada entre o paciente e o profissional, considerando as características clínicas e radiográficas de cada situação.

Perguntas frequentes

Todo mundo precisa tirar o siso?

Não. Existem pessoas que mantêm seus terceiros molares sem apresentar problemas. A indicação de extração depende da avaliação individual.

Se o siso não dói, significa que está tudo bem?

Não necessariamente. Algumas alterações podem se desenvolver sem provocar sintomas inicialmente. Por isso, a avaliação odontológica pode ser importante mesmo na ausência de dor.

O siso torto precisa ser extraído?

Nem sempre. A inclinação do dente é apenas um dos fatores considerados. Também são avaliados o espaço disponível, a higiene, os dentes vizinhos e possíveis alterações associadas.

Qual exame é necessário antes de tirar o siso?

A radiografia panorâmica é frequentemente utilizada na avaliação inicial. Em determinadas situações, outros exames de imagem podem ser indicados, conforme a necessidade clínica.

Avaliação individualizada

A decisão de remover um dente do siso deve considerar suas condições bucais, seus sintomas e os possíveis benefícios e riscos do procedimento.

O Dr. Lucas Daniel, cirurgião bucomaxilofacial com especialização em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, realiza avaliações de terceiros molares em seu consultório na Avenida Paulista, em São Paulo.

Se você deseja esclarecer dúvidas sobre seus sisos, pode entrar em contato pelo WhatsApp do consultório para conversar sobre o agendamento de uma avaliação.

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui uma avaliação odontológica presencial.

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